
- 19/11/2006 a 25/11/2006




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AROMA


Há certas horas,
Que só queremos a mão no ombro,
O abraço apertado
Ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...
Há certas horas,
Quando sentimos que estamos pra chorar,
Que desejamos a presença amiga,
A nos ouvir paciente,
A brincar com a gente,
A nos fazer sorrir...
Alguém que ria de nossas piadas sem graça
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo
Que nos teia elogios sem fim...
E que apesar de fazer tudo para sentir-mos úteis,
Nos seja de uma sinceridade inquestionável...
Que nos mande ficar quieto
Ou nos evite um gesto impensado
Alguém que nos possa dizer:
Acho que estás errado, mas estou ao teu lado...
Ou alguém que apenas diga:
Adoro você.

Existem dois tipos de inveja. Existe uma inveja saudável, ou seja vermos alguém fazendo alguma coisa, uma viagem por exemplo, que muito gostaríamos de fazer e sentir aquela vontade de estar lá no lugar dele. Por exemplo, cada vez que o Amyr Klink sai para um de seus passeios, eu penso que gostaria de estar lá no lugar dele.
Quando vemos alguém fazendo sucesso na vida, é normal pensarmos que gostaríamos de estar lá, fazendo sucesso também... é o desejo normal de todos. O normal é compartilharmos com esse sucesso, é ficarmos satisfeitos ao ver que pessoas que lutaram por seus objetivos conseguirem "chegar lá". É saudável sentirmos aquela pontinha de inveja, pois é inerente do ser humano o desejo do sucesso.
Contudo, o normal é sentir essa pontinha de inveja, sim. Só que não deixamos de aplaudir aquele que venceu. Reconhecemos seu mérito e o que nos cabe fazer é aprimorar ainda mais nosso trabalho para alcançar o mesmo êxito. Essa é a inveja saudável. A vontade de conseguir sucesso, sem destruir o sucesso alheio.
Por outro lado, existe aquela inveja perigosa, destrutiva. Pessoas de sentimentos mesquinhos, que não suportam ver quem quer que seja subir na vida. Fazem acusações descabidas, procuram denegrir o sucesso alheio, atribuindo-o a qualquer coisa, menos à capacidade de quem conseguiu o êxito. É lamentável.
Quando tenho conhecimento de casos como esse, a primeira coisa que sinto é pena, pois pessoas assim não conseguem ser felizes, não conseguem viver em paz. Preocupam-se em acompanhar o que se passa na vida de outras pessoas, o que estão conseguindo, de que maneira conseguem ter sucesso, que se esquecem de seus objetivos, prejudicando-se a si próprias.
Arquitetam vinganças mesquinhas, procuram denegrir a imagem dessa pessoa, procurando atribuir seu êxito a fatos obscuros, a tramóias, e nunca aceitando que o sucesso realmente se deve à competência de quem soube fazer bem seu trabalho e justamente por isso "chegou lá".
Esquecem-se de que o tempo que estão perdendo nessa sua preocupação nociva, estaria sendo muito mais bem empregado com sua própria carreira, procurando aprimorar a execução de seu trabalho e, melhorando seu desempenho, alcançar a mesma posição que sua "vítima".
Essa é a inveja mal direcionada, destrutiva. Essas pessoas que, por invejar coisas que outros tem, chegam a desejar desgraças para que esses outros percam o que conseguiram... Isso é triste. Esse tipo de sentimento, além de destrutivo, é auto-destrutivo, pois esse tipo de gente se esquece de lutar para conseguir as coisas... somente quer conseguir, e de qualquer maneira, tomar posse do alheio. Ou fica esperando que os azares da vida tirem o que o outro conseguiu...
Enquanto isso, se esquece de sua própria vida. Esquece-se de lutar, de viver, só obcecados pelo sonho irrealizado. Tais pessoas só podem ser dignas de pena, pois só sofrem... e o que é pior, só fazem sofrer.
Que prazer sádico será esse? Acredito que só um tratamento psiquiátrico poderá resolver esse problema, e é o que aconselho a pessoas que se enquadrem nesse contexto. Que ao invés de se preocupar com o êxito alheio, que vão à luta, que procurem trabalhar mais e melhor, para assim conseguirem o mesmo sucesso.
Vamos experimentar? Ou preferem o tratamento?
Marcial Armando Salaverry
