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    AROMA




     
     
    HÁ CERTAS HORAS
    Há certas horas, que não precisamos de um amor
    Não precisamos da paixão desmedida
    Não queremos beijo na boca...
    E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

    Há certas horas,
    Que só queremos a mão no ombro,
    O abraço apertado
    Ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...

    Sem nada dizer...
    Há certas horas,
    Quando sentimos que estamos pra chorar,
    Que desejamos a presença amiga,

    A nos ouvir paciente,
    A brincar com a gente,
    A nos fazer sorrir...

    Alguém que ria de nossas piadas sem graça
    Que ache nossas tristezas as maiores do mundo
    Que nos teia elogios sem fim...
    E que apesar de fazer tudo para sentir-mos úteis,
    Nos seja de uma sinceridade inquestionável...

    Que nos mande ficar quieto
    Ou nos evite um gesto impensado
    Alguém que nos possa dizer:
    Acho que estás errado, mas estou ao teu lado...
    Ou alguém que apenas diga:
    Adoro você.



    - Postado por: às 19h54
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    INVEJA... por que será?

     

    Existem dois tipos de inveja. Existe uma inveja saudável, ou seja vermos alguém fazendo alguma coisa, uma viagem por exemplo, que muito gostaríamos de fazer e sentir aquela vontade de estar lá no lugar dele. Por exemplo, cada vez que o Amyr Klink sai para um de seus passeios, eu penso que gostaria de estar lá no lugar dele.

    Quando vemos alguém fazendo sucesso na vida, é normal pensarmos que gostaríamos de estar lá, fazendo sucesso também... é o desejo normal de todos. O normal é compartilharmos com esse sucesso, é ficarmos satisfeitos ao ver que pessoas que lutaram por seus objetivos conseguirem "chegar lá". É saudável sentirmos aquela pontinha de inveja, pois é inerente do ser humano o desejo do sucesso.

    Contudo, o normal é sentir essa pontinha de inveja, sim. Só que não deixamos de aplaudir aquele que venceu. Reconhecemos seu mérito e o que nos cabe fazer é aprimorar ainda mais nosso trabalho para alcançar o mesmo êxito. Essa é a inveja saudável. A vontade de conseguir sucesso, sem destruir o sucesso alheio.

    Por outro lado, existe aquela inveja perigosa, destrutiva. Pessoas de sentimentos mesquinhos, que não suportam ver quem quer que seja subir na vida. Fazem acusações descabidas, procuram denegrir o sucesso alheio, atribuindo-o a qualquer coisa, menos à capacidade de quem conseguiu o êxito. É lamentável.

    Quando tenho conhecimento de casos como esse, a primeira coisa que sinto é pena, pois pessoas assim não conseguem ser felizes, não conseguem viver em paz. Preocupam-se em acompanhar o que se passa na vida de outras pessoas, o que estão conseguindo, de que maneira conseguem ter sucesso, que se esquecem de seus objetivos, prejudicando-se a si próprias.

    Arquitetam vinganças mesquinhas, procuram denegrir a imagem dessa pessoa, procurando atribuir seu êxito a fatos obscuros, a tramóias, e nunca aceitando que o sucesso realmente se deve à competência de quem soube fazer bem seu trabalho e justamente por isso "chegou lá".

    Esquecem-se de que o tempo que estão perdendo nessa sua preocupação nociva, estaria sendo muito mais bem empregado com sua própria carreira, procurando aprimorar a execução de seu trabalho e, melhorando seu desempenho, alcançar a mesma posição que sua "vítima".

    Essa é a inveja mal direcionada, destrutiva. Essas pessoas que, por invejar coisas que outros tem, chegam a desejar desgraças para que esses outros percam o que conseguiram... Isso é triste. Esse tipo de sentimento, além de destrutivo, é auto-destrutivo, pois esse tipo de gente se esquece de lutar para conseguir as coisas... somente quer conseguir, e de qualquer maneira, tomar posse do alheio. Ou fica esperando que os azares da vida tirem o que o outro conseguiu...

    Enquanto isso, se esquece de sua própria vida. Esquece-se de lutar, de viver, só obcecados pelo sonho irrealizado. Tais pessoas só podem ser dignas de pena, pois só sofrem... e o que é pior, só fazem sofrer.

    Que prazer sádico será esse? Acredito que só um tratamento psiquiátrico poderá resolver esse problema, e é o que aconselho a pessoas que se enquadrem nesse contexto. Que ao invés de se preocupar com o êxito alheio, que vão à luta, que procurem trabalhar mais e melhor, para assim conseguirem o mesmo sucesso.

    Vamos experimentar? Ou preferem o tratamento?

     

    Marcial Armando Salaverry



    - Postado por: às 09h45
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